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1- Relação entre a Industrialização dos países europeus e o Imperialismo.
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Máquina a vapor do século XVIII

Até o século XVIII, era o comércio a principal atividade econômica da Europa que proporcionava grandes lucros à burguesia. Com a expansão do comércio gerou-se a necessidade de aumentar a produção. Então entre 1757 e 1860 começaram a surgir novos métodos de produção como a máquina a vapor e o tear mecânico. Este processo ocorreu na Inglaterra, graças ao acúmulo de grande capital e de reservas de carvão, e foi chamado de Primeira Revolução Industrial.

Dados os interesses das empresas inglesas pelo mercado externo e pela sua produção de equipamentos industriais, os princípios da industrialização foram difundidos para países como França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Rússia, Estados Unidos e Japão, resultando na Segunda Revolução Industrial (1860-1900). Novas formas de energia, transporte, produtos químicos e a substituição do ferro pelo aço foram avanços causados pela Revolução. O desenvolvimento simultâneo da indústria moderna em vários países acirrou a competição comercial a nível mundial e permitiu a formação de uma nova classe social – o proletariado.

Os grandes lucros gerados pelas empresas e o desenvolvimento do capitalismo financeiro implicaram na necessidade de criar mercados de investimentos seguros para o capital excedente gerado na Europa, garantindo o escoamento da produção industrial e o fornecimento constante de matérias-primas. Assim, para expandirem-se, as grandes potências adotaram uma política imperialista passando a dominar outros países do mundo.

Sob o pretexto de “missão civilizadora” que tinha por obrigação difundir o progresso pelo mundo, as grandes potências capitalistas promoveram a partilha da África, da Ásia e Oceania, estabelecendo áreas de influência por meio de estreitos contatos econômicos, dentro do processo conhecido como neocolonialismo. Mas o domínio não foi apenas econômico, mas completo, ou seja, militar, político e social, impondo à força um novo modelo de organização do trabalho, que pudesse garantir, principalmente, a extração de minérios para as crescentes indústrias burguesas.

A política colonialista era atraente aos europeus, pois havia possibilidade de colonos para novas regiões conquistadas, para resolver o problema dos excedentes de população européia. A mão-de-obra barata das colônias era um atrativo a mais para os investidores, num momento em que a classe trabalhadora européia, organizada em poderosos sindicatos e partidos políticos, conseguia garantir bons salários e boas condições de emprego.

A saída de capitais dos países industrializados foi acompanhada pela migração maciça da população mais pobre, principalmente européia, para as novas áreas coloniais. Esse deslocamento favoreceu a difusão e a aplicação de novas técnicas nesses países distantes, pela internacionalização do capitalismo. Por outro lado, a burguesia conseguiu consolidar sua posição de mando, na medida em que a escassez de mão-de-obra na Europa fez subir os salários e melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Com isso ficaram bastante reduzidas as agitações operárias que poderiam ameaçar o funcionamento do sistema.

 

André Luiz Tombini

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Burgueses e o Imperialismo