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trabalho imperialismo
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6- Relação da atualidade do país escolhido com a exploração imperialista.

A burguesia européia, na busca crescente de lucros passou a financiar a exploração de minas, as monoculturas, a eletrificação de cidades e a construção de portos, pontes, canais e ferrovias, a fim de favorecer o setor exportador de cada região sob sua influência. Assim, a dominação econômica de caráter mais geral trazida pelo Imperialismo, acrescentou-se a dominação política, quase sempre estabelecida através da conquista militar, caracterizando uma nova forma de Colonialismo.
 
Para a burguesia, o Estado que até então existia para preservar a propriedade e a segurança de seus cidadãos, deveria agora apoiar a política imperialista, garantindo o capital investido fora da Europa. "Nesse momento, ela (a burguesia) abandona a postura liberal, ou seja, de não intervenção do Estado em questões econômicas, para preservar sua taxa de lucro, deixando também de ser pacifista e humanista". (Arendt, Hannah. 0 Sistema Totalitário. Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1978, p. 201.)
 
Na ânsia pela descoberta de novas fontes de matérias primas e de novos mercado, os europeus partem à conquista de áreas desconhecidas. Desta forma, a marginalizada África e a zona do Pacífico foram o alvo preferencial do imperialismo e das disputas territoriais. Aliás, a partilha sumária de África tornou-se no símbolo máximo do imperialismo. Em 1884-85 realiza-se a Conferência de Berlim, com o objectivo de fixar as condições para a hegemonia europeia no continente negro. Nesta reunião os governantes dos  “potentados” determinam os fundamentos para o colonialismo, consagrando o princípio da ocupação efectiva. No final da discussão África forá absolutamente esquartejada pela “gula” ocidental. Se a Europa da Restauração foi marcada pelo “espírito de Viena”, a Era do Império tem o seu melhor ícone nesta famosa Conferência de Berlim.
Resumindo: consuma-se a partilha da mundo por um pequeno núcleo de Estados, que assume dimensões sensacionais. Entre 1975-1914 um quarto da superficie global encontrava-se sob a alçada das potências coloniais.
Os efeitos culturais demonstraram ser  os mais persistentes. Mesmo depois do fim da dominação política e económica, conseguida após a descolonização, as manifestações culturais, resultantes do imperialismo, continuam impressos no tecido socio-cultural terceiro mundista.
Para acentuar a aculturação, nos países sem um única língua oficial, o idioma do colonizador torna-se na língua nacional. As línguas europeias (inglês, francês, espanhol, português) assumem um carácter universalista.
Como se pode verificar, a influência exerce-se em sentido único, pois a Europa pouco ou nada recebeu (de forma directa) das culturas conquistadas. Afinal, não houve o intercâmbio cultural tantas vezes ventilado. Esta ausência de reciprocidade era inevitável face à arrogância dos colonizadores.

 
Juliano Miquelato e Eduardo Macedo.